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Sessão Ordinária
09/06/2020 às 18h


Exposição virtual da Semana André Carneiro – X
Foto:reprodução de quadro
Di celebrizou-se com a temática nacionalista, com as mulatas e o carnaval.

A exposição modernista realizada em Atibaia há 70 anos foi revolucionária para os padrões da época, como destacou Marcio Zago, o organizador da Semana André Carneiro, que neste ano teve sua 7ª edição. Neste capítulo, vamos falar de Di Cavalcanti, cuja obra indicada é Nu deitado, óleo sobre madeira de 1935.

     Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida, entre outros.

     Em 1921, ilustrou A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde, e publicou o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã.

     Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda, como Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e outros. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite.

     A estada em Paris marcou um novo direcionamento em sua obra. Conciliando a influência das vanguardas europeias com a formulação de uma linguagem própria, adotou uma temática nacionalista e preocupou-se com a questão social. No ano de 1928, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCB). Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado o Clube dos Artistas Modernos (CAM).

     Em 1933, publicou o álbum A Realidade Brasileira, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938, viajou novamente a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, quando passou a trabalhar como ilustrador. Também publicou poemas e memórias de viagem.

     Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti foi editado pela Editora Chile. Di Cavalcanti, entre outros artistas do modernismo, esteve atento, em sua produção, à formação de um repertório visual ligado à realidade brasileira, valorizando temas de caráter realista e voltados à construção da identidade nacional, como a representação das mulatas ou do carnaval.